sábado, 27 de Novembro de 2010

O que significa mudar?



Tudo muda à nossa volta ainda que disso não nos apercebamos é uma constante mudança, células que morrem e regeneram-se, cabelos que embranquecem com o passar dos anos, opiniões que se moderam ou se extremam, todo o mundo é composto de mudança na frase magistral de Camões.
Mas o que significa verdadeiramente mudar? Consultando o dicionário veremos que se trata de alterar algo ou substituir alguma coisa, ou seja um corte com o passado. Sim, é precisamente isso que os radicais da mudança apregoam: Vamos derrubar tudo para reconstruir. E eu pergunto: Reconstruir baseado em quê?
Toda a mudança faz-se na base da oposição, isto é, eu não estou feliz com algo portanto vou arranjar uma alternativa que se oponha a esse algo, no entanto essa alternativa não tem de ser necessariamente o contrário da primeira e esse é o ponto fulcral deste artigo. Parafraseando um antigo aforismo cabalistico "se sempre semeares como semeaste até agora colherás o que sempre colheste".
Mudança a meu ver significa adaptação, tal como disse no post anterior, toda a caminhada dos seres vivos faz-se rumo à evolução, mesmo que eu nada faça o mundo não pára, o meu corpo não deixa de se modificar nem a natureza de se regenerar, tudo pede evolução. Do nada, nada pode ser criado, como tal toda a mudança parte de um pressuposto ou de uma realidade que se mostre ineficaz, imcompleta ou obsoleta sendo necessário adaptá-la às novas exigências da Vida. Para perguntas novas são necessárias novas respostas ainda que derivadas de outras mais antigas que se mostrem ser inadequadas no momento presente. Aceite a mudança como parte integrante do seu dia-a-dia e deixará de a temer, não se feche a inovações (se mudar significar adaptar-se será melhor chamar-lhe Inovação)que se podem mostrar muito proveitosas a diversos níveis tornando-o num Ser Humano melhor nem negue a si mesmo o direito de ser feliz só porque tem medo do que desconhece, quem não arrisca não petisca.
A grande questão creio, será saber distinguir a priori se uma mudança será boa ou má, isto é, se será vantajosa para a Evolução. À falta de melhor forma de distinguir entre as duas, desconfio de toda a mudança radical que implique pôr tudo o que julgo saber em causa modificando totalmente a minha concepção do mundo perguntando tal como o príncipe de Falconeri: tudo deve mudar para que tudo fique como está?
Contudo há uma mudança radical na qual eu não consigo deixar de acreditar. A mudança de atitude pregada por Jesus de Nazaré há mais de 2000 anos no Sermão da Montanha.

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